Como o valor da entrada afeta o financiamento de apartamento ao comprar imóvel

Comprar a casa própria é o sonho de muita gente, mas para realizá-lo, a maioria das pessoas precisa recorrer ao financiamento de apartamento. O que muitos não sabem é que o valor que você guarda para dar de entrada é o “segredo” que define se esse processo será fácil ou um grande desafio para o seu bolso.

Imagine que você quer comprar um brinquedo muito caro. Se você já tem metade do dinheiro guardado no cofrinho, o que falta pedir emprestado para os seus pais é pouco, certo? No mundo dos adultos, o raciocínio é o mesmo. Se você está de olho no Duetto Bambina, entender como a entrada funciona é o primeiro passo para garantir as chaves.

Neste artigo, vamos explicar de um jeito bem simples como o valor que você paga no início muda tudo no seu contrato com o banco.

O que é a entrada e por que ela existe?

A entrada é o valor em dinheiro que você paga do próprio bolso logo no começo da compra. Os bancos brasileiros, geralmente, não emprestam 100% do valor de um imóvel. Eles costumam emprestar, no máximo, 80%. Isso significa que você precisa ter, pelo menos, 20% do valor total para entregar ao vendedor ou à construtora.

Se você está buscando apartamentos à venda em Botafogo, por exemplo, e encontra um imóvel de R$ 500.000,00, a entrada mínima de 20% seria de R$ 100.000,00. Os outros R$ 400.000,00 seriam financiados pelo banco.

A entrada serve para duas coisas principais:

  1. Segurança para o banco: Mostra que você tem capacidade de poupar dinheiro.
  2. Menor dívida para você: Quanto mais você paga no início, menos terá que pagar depois com juros.

1. Quanto maior a entrada, menores os juros

Os juros são como um “aluguel” que você paga ao banco por estar usando o dinheiro dele. Imagine que o banco te empresta R$ 10,00 e pede que você devolva R$ 11,00 depois de um tempo. Esse R$ 1,00 a mais é o juro.

No financiamento, os juros são calculados com base no valor total que você pegou emprestado. Se a sua entrada for bem alta, o valor que sobra para financiar é pequeno. Consequentemente, o banco cobrará juros sobre um montante menor. No final das contas, você acaba pagando muito menos pelo imóvel do que alguém que deu apenas a entrada mínima.

2. Parcelas que cabem no bolso

Sabe quando a mesada acaba antes do mês terminar? É isso que acontece com muitos adultos que não planejam bem a entrada. O valor da parcela do financiamento não pode ultrapassar 30% da renda da família.

  • Entrada pequena: O valor financiado é alto, o que gera parcelas mensais mais caras. Se a parcela ficar muito alta, o banco pode nem aprovar o seu crédito.
  • Entrada grande: Como você já pagou uma boa parte do apartamento, as parcelas mensais ficam menores e mais fáceis de pagar todo mês, sem sufocar o orçamento da casa.

3. Facilidade na aprovação do crédito

Quando você vai pedir dinheiro emprestado, o banco faz uma “análise de risco”. Eles querem saber: “Será que essa pessoa vai me pagar de volta?”.

Oferecer uma entrada robusta (por exemplo, 30% ou 40% do valor do imóvel) mostra ao banco que você é um bom planejador financeiro. Isso aumenta muito as chances de o banco dizer “sim” para o seu financiamento e até oferecer taxas de juros mais baixas, porque o risco de você não pagar é considerado menor.

Estratégias para juntar uma boa entrada

Se você percebeu que a entrada é a peça-chave, deve estar se perguntando: “Como conseguir esse dinheiro?”. Aqui estão algumas dicas simples:

  • Uso do FGTS: Para quem trabalha com carteira assinada, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é um grande aliado. Esse dinheiro pode ser usado integralmente para compor o valor da entrada.
  • Planejamento de longo prazo: Economizar um pouco todo mês, evitar gastos desnecessários (como comer fora todo dia ou comprar coisas por impulso) faz uma diferença enorme em dois ou três anos.
  • Investimentos: Colocar o dinheiro em uma conta que rende juros a seu favor (como o Tesouro Direto ou um CDB) ajuda o montante a crescer mais rápido do que deixá-lo parado na conta corrente.

O impacto no tempo de contrato

A maioria dos financiamentos de apartamentos dura muito tempo, podendo chegar a 30 ou 35 anos. É quase uma vida inteira!

Dando uma entrada maior, você tem duas escolhas ótimas:

  1. Pagar em menos tempo: Em vez de ficar devendo por 30 anos, você pode quitar tudo em 15 ou 20 anos.
  2. Pagar menos por mês: Você mantém o tempo longo, mas a prestação fica tão barata que você nem sente o peso no dia a dia.

Entendendo o Custo Efetivo Total (CET)

Essa é uma palavra difícil, mas o conceito é simples. O CET é a soma de tudo o que você vai pagar: o valor do apartamento + juros + taxas do banco + seguros obrigatórios.

Ao aumentar a entrada, você reduz drasticamente o CET. Muita gente se assusta ao descobrir que, em um financiamento com entrada mínima, ela acaba pagando o valor de “dois apartamentos” ao final de 30 anos devido aos juros. Com uma entrada maior, você evita esse desperdício de dinheiro.

Conclusão

Comprar um imóvel envolve muita emoção, mas precisa de muita razão. O valor da entrada é o que define se o seu sonho será tranquilo ou se trará noites sem dormir por causa das contas.

Lembre-se: a entrada não é um gasto, é o seu primeiro grande investimento no seu lar. Quanto mais você puder dar no início, mais liberdade terá no futuro. Se organize, use seu FGTS e pesquise bem as opções de crédito antes de assinar o contrato.

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